... Depois de várias outras coisas não tão importantes assim, o nosso tão desejado recreio acaba, e nós tivemos que subir para a sala.
Quando chegamos, recebemos a notícia de que o professor Jonson, o de Química havia faltado e nós iríamos sair cedo. Como não tinha nada para fazer em casa, resolvi ficar um pouco na praça com Cris e Billy. Eles já estavam lá; como sempre.
Antes mesmo de descer as escadas, vi Amanda, com mais duas garotas: Megan e Clara. Acho que eram suas melhores amigas. Eu não conseguia tirar os olhos dela, era como se ela me hipnotizasse de alguma forma. Continuei andando e olhando. Já estava quase na praça.
- Adam! Vem logo - gritou Cristinny.
- Vem logo - repetiu Billy.
Não respondi para não parecer um idiota gritando no meio da rua; não que eles fossem idiotas, mas não precisava gritar. Derrepente me aparece Amanda sem as suas duas amigas, que esbarra em mim sem querer.
- Nossa, duas vezes em um dia! Coincidência essa... - disse isso sem graça
- Acho que poderíamos chamar isso de destino. - sorriu ela.
- Talvez.
- Ta com vontade de sair por ai?
- Por ai?
- É; se divertir um pouco, eu vou dar uma festa lá em casa hoje a noite, se voce quizer ir... tá convidado. - dei meu número de celular pra ela.
- Ta bom. Pode deixar que eu vou sim. - não sei porque eu era tão tímido, mas eu adorava tudo aquilo.
- Então ta bom. - deu um beijo no meu rosto, porém bem perto da minha boca. Meus pés pareciam congelados, no chão.
- Xau.
- Xau. - sorri .
Estava muito alegre naquela hora; e não era por que eu tinha sido convidado no meu primeiro dia de aula pra uma festa, e sim por que ela me convidou para festa. Minha "felicidade" foi tanta que eu esqueci completamente que Cristinny e Billy me esperavam para ficar conversando com eles na praça , e fui direto pra casa, onde minha mãe já devia estar me esperando pra eu tomar conta de lá, enquanto ela iria visitar minha irmã mais nova; Alice. Ela estava com sérios problemas de saúde mas seu quadro era estável. Fui para casa. Minha mãe não estava lá, já deveria estar no Hospital, ou sei lá o que ela deveria estar fazendo.
Enfim entrei, fui direto para meu quarto. Estava meio bagunçado, mas eu me entendia com tudo aquilo. A porta do meu guarda roupa era de correr, e estava aberta com uma garrafa de água e um copo, para mim beber água durante a madrugada e não precisar leventar. - Só faltava o pinico!
Minha cama estava arrumada, pelo menos até a hora de eu colocar a mochila em cima dela. Ela fica entre o meu guarda roupas e a cômoda que não tinha utilidade pra mim. E não estava nem um pouco preocupado com a festa que a Amanda iria dar. Só estava preocupado com a minha mãe, que desapareceu.
Como não tinha nada para almoçar, decidir ir a alguma lanchonete pra matar a fome. Não tinha nada demais lá. Então voltei pra casa. Não sei como, mas minha mãe já estava lá. Ela estava sentada no sofá da minha sala assistindo televisão.
- Isso são horas Dona Thereza ?
- Meu filho! Pensei que ainda não tinha chegado da escola.
- Já estou a muito tempo aqui. Você foi visitar a Clara?
- Fui. E ela está a mesma coisa de sempre, mas está conseguindo falar pelo menos. - disse ela desapontada.
- Então não está a mesma coisa. Não fica assim mãe. - Thereza deu um sorriso amarelo. respondi com um abraço.
- Vamos mudar de assunto, como foram as aulas hoje ?
- Foram tão boas que a Amanda me chamou pra uma festa hoje a noite.
- Amanda? - disse sorrindo.
- Eu disse Amanda? - nem tinha me dado conta disso.
- Sim, meu filho; disse sim. Por acaso está gostando dela?
- Lógico que não né mãe ! Amor de primeiro dia de aula? Isso não existe.
- Então é amor? - gargalhou Thereza. O constrangimento tomava conta de mim. Não há nada pior que uma mãe possa fazer com um filho, por sorte só estávamos eu e ela ali. Mas eu sabia que ela estava me perguntado isso só para disfarçar as coisas. Concerteza Clara não estava bem. E eu deveria saber o que estava acontecendo, porém não perguntei nada a ela.
- Para com isso mãe! Eu vou dormir um pouco para descansar e ir à festa. - foi um momento ridículo que demorou a passar.
- Ok.
A conversa coma minha mãe acabou e eu fui para meu quarto. Tirei a mochila que estava em cima da minha cama e coloquei em cima da cômoda, tirei a camisa, e deitei. Não havia nada na minha cabeça, eu só olhava o rodar do ventilador, enquanto ele me fazia dormir. Até que aconteceu. Eu estava sonhando.
Estava num lugar escuro onde eu não me enchergava, gritos me assustavam, o rosto de Clara me aparecia com os olhos e bocas fechadas, porém, ela dizia: Não me esqueça, não me esqueça, não me esqueça. Só se adapte a nova mudança que está por vir. tudo aquilo me assombrava de tal forma que eu sentia meu corpo tremer, mas não conseguia acordar. Derrepente eu já estava um uma calçada de paralelepípedos escuros, e um cordão de pedras azuis estavam caídos diante de meus pés. Resolvi pegá-los não sei por que, e quando eu o peguei, o chão se abria, e quando eu iria cair, uma espécie de parede invisível, bateu em mim. A escuridão voltou, e tudo desapareceu. Quando percebi, eu ainda estava olhando o ventilador rodar. Não sei o que houve, nem sei se eu estava realmente sonhando. mas tudo aquilo me aterrorizava.
Tinha sido um sonho? Porque recebi essa mensagem tão estranha de minha irmã? O que estava acontecendo comigo? Que parede foi aquela que de alguma forma me salvou? - Eram perguntas que invadiam a minha mente como se ela fosse um buraco negro e estava sugando tudo o que vinha pela frente. No exato momento uma dor de cabeça enorme me possuía, e sem perceber; o meu celular tocava. Era a Amanda. Peguei o celular e atendi.
- E ai Adam ? Já ta pronto?
- É... - O que eu faria agora? Iria na festa ou dizia que estava com uma enorme dor de cabeça? Eu conto a lela sobre o esquisito sonho que poderia ser realidade? O que eu resolvo afinal ?
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